14.3.07

204º Aniversário do Colégio Militar

No fim-de-semana de 3 e 4 de Março de 2007 realizaram-se as comemorações do 204º aniversário do Colégio Militar. As celebrações seguiram o protocolo habitual; cerimónia no claustro e na parada do edificio principal do Colégio Militar, e o tradicional desfile na Avenida da Liberdade do Batalhão Colegial e da Escolta-a-cavalo. Mais palavras para quê? Deixo aqui uma pequena selecção de fotos dos eventos gentilmente cedidas por http://www.zimborio.com.











5.3.07

I'M BACK!

A pedido de muita gente decidi tentar voltar ao activo aqui no blog. Com este recomeço fiz pequenas altereções nas definições aqui do sítio.


A música passou a ser "Battery" dos Metallica.

Quanto ao modo de postagens decidi apenas aceitar utilizadores registados e antes de postarem vão ter de escrever a combinação de letras da imagem...Eu que em tempos me manifestei 100% contra este teste dou comigo agora a ter de o utilizar, dado que, como muitos já repararam, o spam tem crescido a olhos vistos...

As postagens voltaram ao activo, e espero que com maior diversidade de temas, e claro que o movimento "anti-basofia" continua a pairar no ar ainda que vai deixar de ser o tema principal.

Sintam-se livres de comentar e ate fazer recomendaçoes de coisas que queiram ver por aqui publicadas.


Ani

5.8.06

De Camões à Linguagem à Pita…

Dando continuidade às ideias que têem vindo a predominar neste espaço aqui vou deixar transcrito um post que se encontra no blog Histórias sem graça, espaço que recomendo profundamente e no qual se podem encontrar vários posts de interesse d0s visitantes assíduos deste blog.

"Nos últimos anos têm surgido várias variantes da Língua Portuguesa. Para além dos tradicionais sotaques de Portugal e do Brasil, outras derivantes da Língua de Camões têm vindo a ser ouvidas por este país fora. Primeiro, surge um Português derivado das ex-colónias Africanas, com palavras próprias, como “Ché”, “Mambo”, “Stize”… e também com palavras do Português tradicional, mas com outro significado, como é o caso de “Dama”, que desde D. Afonso Henriques significava Senhora. E desde Mário Soares significa Gaja. Depois desta derivação mais escura, surge um outro tipo de linguagem derivado à evolução dos telemóveis e dos computadores: a linguagem SMS. Esta linguagem apareceu para poupar caracteres nas SMS (Short Message Service), pois os operadores só permitem mensagens com 160 caracteres, mais um caracter que seja e pagamos por mais uma mensagem. São exemplos de palavras SMS: “q” ou “k”, “smp”, “bj” e “tj”, que significam: “que”, “sempre”, “beijos” e “até já”.

Mas como há sempre meninas ricas que gostam de gastar dinheiro, estas decidiram criar uma outra linguagem, oposta à linguagem SMS: a linguagem à Pita. Esta linguagem é reconhecida pelo excessivo uso de caracteres como “x”, “h”, “s”, pelas trocas dos “o”’s pelos “u”’s, pela repetição exagerada da última letra de cada palavra ou de uma das vogais dessa mesma palavra. Outra característica é a alternância entre maiúsculas e minúsculas, por exemplo: bLoGuE.

Comparemos:

Português:
És muito linda. (note-se que se usa pontuação e a primeira letra é maiúscula)

Pretoguês:
És bué de eslinda. (semelhante à anterior, com algumas modificações)

SMS:
es mt lind (não tem acentos, nem existe a preocupação da pontuação e das maiúsculas)

Pita:
És mt mt mt mt lIiIiNdAaAaAaAaAaAaAhHhHhHhH, aDoRo-Te, AmO-tE, aMt aMt aMt ….. (sem definição) [também existe uma variante em que "linda" se transforma em "winda"]

O objectivo é gastar muito caracteres e tornar-se ilegível.
Sinceramente, desconheço o porquê do uso desta linguagem. Acho-a degradante. Ainda para mais quando usada por indivíduos com idade superior a 15 anos, supostamente, com alguma maturidade… e que infelizmente não dão o devido valor a um dos símbolos nacionais.

Gostava que os 2 ou 3 leitores deste blogue opinassem sobre o assunto, para saber se sou o único a ter a ideia que este tipo de linguagem reflecte a juventude dos dias de hoje."

by PARAQUEDISTA

4.8.06

AMOR ACATARROADO

Meu bem, longe de ti tenho catarro
Pois quando por ti choro, sempre espirro,
E se nesta tristeza ausente embirro,
Nas cavernas da morte cego esbarro.

Ando tão quebradiço como barro,
Com o sentido em ti quase me mirro,
E já nesta garganta sinto o cirro,
Chiando na saudade como um carro.

Assim louco de amor com tal aferro,
Desesperado pulo, salto e corro,
E por não estourar desato um berro.

Eu dano-me por ti como um cachoro;
Se não vens consolar-me em tal desterro
Ausente dos teus olhos tristes morro....

Jerónimo José Amaral
Abade e Poeta

28.6.06

O Playboy - Marialva

Ah, e o playboy genuinamente nacional? - poderá perguntar-se com aquela mania que nós temos do "made in Portugal" (mania mentalizada para os produtos que nos interessam, porque quanto aos outros nem à custa de campanhas publicitárias maciças!). Bom, a isso respondemos apresentando um produto bem castiço, típico e original, que é - o playboy marialva.

Sendo o marialva não uma estirpe mas o depositário de um estado de graça, e o marialvismo, no seu sentido mais amplo, um estado de espírito privilegiadamente lusitano, há desde já a observar que apenas caberá aqui referir o marialva restrito e actualizado, isto é o subproduto em quarta geração - que embora não passe de um negativo desbotado tem o seu lugar assegurado por direito de transmissão na sociedade portuguesa. Esse tipo, aqui designado por "marialva-playboy", apresenta algumas características evidentes que são:

- É sempre "filho-do-pai", podendo o pai ser: a) grande proprietário de terras; b) grande proprietário de fábricas; c) ambas as coisas.

- Para ser genuíno é originário da terra ribatejana, norte alentejana ou estremanha confrontante.

- O animal que prefere, antes da mulher, é o cavalo.

- O bicho que mais o interessa, depois da mulher, é o touro.

- A mulher que o atrai é o apuramento sofisticado da fêmea leiteira andaluza com a égua árabe em período de cio.

- Os seus desportos preferidos são: 1º - a tourada; 2º - a farra depois da tourada.

- Ama nostalgicamente a guitarra mas não se confunde no fado alfacinha.

- Assume nos fins- de-semana a indispensável prática equestre mas habitualmente cavalga um fórmula-dois artilhado.

- Porque "noblesse-obligue", participa duas vezes por ano em saraus for-de-portas mas a discoteca é o seu poiso habitual.

- Por imposição familiar procura munir-se de um diploma de estudos - liceais ou mais ou menos agrícolas.

- Não desperdiça uma oportunidade, fora da quadra carnavalesca, para disfarçar-se com as vestes tradicionais da função.

- Considera que portugueses de raça - autênticos - são só ele e alguns confrades com pedigree .

E , porque acha que tem raízes na terra, o "marialva-playboy" exibe habitualmente um potencial telúrico apreciável, o qual evidencia em todas as circunstâncias e em particular na troca pessoal de opiniões - enfrentando normalmente o opositor á chapada, sobretudo se na ocasião do diálogo já transitou pelos copos.

Emfim, o playboy-marialva poderá não ter subsídio do Fundo Social Europeu - mas é português e é nosso! Cumpre-nos, por isso, preservá-lo para que não se extinga.

21.6.06

BASOFE 2

Porque ainda há gente como eu, que repodia este movimento a que chamamos "basofe", aqui deixo 2 videos que estão bastantes hilariantes...





14.6.06

A Portuguesa

Sem querer deixar passar em branco este período, em que todos queremos mostrar uns aos outros e até a nós mesmos o quanto somos nacionalistas, e penduramos em todo o lado bandeiras cachecois e símbolos alusivos à nação, o que não deixa de ser bom, se bem que um tanto ou quanto artificial. Quando vejo todas aquelas bandeiras não consigo deixar de me sentir feliz por ser português, também não consigo evitar sentir um arrepio de emoção quando canto o Hino Nacional em plenos pulmões em sentido mas com uma mão no coração, mas também não deixo de pensar que alguma parte deste nacionalismo é fingido, que apenas se manifeste porque o vizinho do lado também o faz, ou por causa de anuncios apalhaçados dos media, ou porque a bandeirinha no carro fica parecida com as que o Presidente de República traz no seu. Enfim, é o que temos...
Críticas à parte, aqui deixo a versão completa d' "A Portuguesa", poema de Henrique Lopes de Mendonça e música de Alfredo Keil que surgiu como símbolo patriota do movimento republicano por volta de 1890, e que instituindo a Républica em 5 de Outubro de 1910 tornou esta música no Hino Nacional Português.

I

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

II

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d'amor,
E o teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

III

Saudai o sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal de ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

P.S.: Já agora, para quem tiver algum interesse em se cultivar e sabendo que mais de 90% da população portuguesa o desconhece, fique-se sabendo de depois de entoar algum Hino Nacional não é suposto bater palmas, mesmo sabendo que não é de má fé que as pessoas o fazem, de qualquer modo eu já me dava contente que as pessoas parassem com todas as outras palhaçadas que não as palmas...esta é a visão conservadora.